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Crise de mão de obra rural: o laticínio sente o impacto na captação de leite
O rendimento médio de trabalhadores rurais aumentou 5,5% no primeiro trimestre de 2025, passando de R$?2.022 para R$2.133 mensais.
Isso reflete uma realidade que vai além do salário, é sinal de que a oferta de ordenhadores habilitados está se reduzindo, especialmente em regiões onde o trabalho é cada vez mais valorizado e disputado.
Para muitos produtores a escassez de mão de obra se torna um obstáculo real. Resultado: produtores param de crescer ou desistem da atividade, e o laticínio acaba perdendo volume e previsibilidade.
É neste cenário que o laticínio precisa atuar com mais estratégia.
Mais do que monitorar CCS ou produtividade, é preciso observar quem está entregando, quem está parando e por quê.
Se o salário subiu e faltam ordenhadores treinados, esse é um risco direto para a captação e para os indicadores de qualidade.
O laticínio pode assumir um papel ativo mapear a capacidade da base produtora de manter rotatividade técnica e continuidade operacional, identificando onde a escassez de mão de obra ameaça volume e padrão de qualidade.
Quando você entende que a falta de mão de obra pode custar mais do que simplesmente reajuste de salário, o foco muda: deixa de ser preocupação do produtor e vira problema industrial que exige atuação técnica, planejamento e parcerias reais.