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Febre das proteínas em 2026: por que a tendência continua forte e o que isso muda para o mercado - Cia do Leite - Transformamos qualidade do leite e produtividade das fazendas
Categoria: Mercado

Febre das proteínas em 2026: por que a tendência continua forte e o que isso muda para o mercado

07 de de 2026

Se 2024 e 2025 foram os anos em que “alto teor de proteína” virou praticamente um carimbo de gôndola, 2026 tende a ser o ano em que essa febre amadurece. A proteína continua no centro do consumo, mas com um detalhe importante: ela deixa de ser diferencial e passa a ser requisito. A disputa muda de lugar.

Em vez de “quanto mais proteína, melhor”, as marcas começam a competir em três frentes: conveniência real, combinação de benefícios com a tal proteína plus (protein-plus) e rótulo mais limpo, com menos açúcar adicionado. É aqui que a cadeia de lácteos ganha uma janela relevante, porque leite, iogurte, queijos e ingredientes como soro do leite têm vantagem natural em qualidade proteica, versatilidade e credibilidade nutricional.

Por que a febre das proteínas não esfria em 2026?

Há três pontos de vantagem competitiva para a cadeia láctea: 

Qualidade e versatilidade da proteína:
Proteínas do leite e do soro do leite são amplamente usadas pela indústria justamente pela funcionalidade tecnológica e pelo apelo nutricional em diferentes aplicações.

Plataformas naturais para alto teor proteico: Iogurte, queijos e bebidas lácteas já carregam a expectativa de proteína. Isso reduz a fricção do consumidor quando o produto aumenta o teor proteico sem “parecer artificial”.

Possibilidade de inovação em textura e experiência: A própria Nestlé destaca tecnologia de microgel de whey voltada a bebidas e aplicações de controle de apetite/gestão de peso, reforçando a importância da engenharia de produto (não só do número de proteína).

Para lácteos, isso é especialmente interessante porque iogurtes, bebidas lácteas e sobremesas lácteas são plataformas naturais para combinar proteína com outras funções, sem perder tanto em sabor e textura.


Leia também: Competências e cultura de inovação nos laticínios

Onde os lácteos ganham vantagem em 2026?

Há três pontos de vantagem competitiva para a cadeia láctea:

Qualidade e versatilidade da proteína:
Proteínas do leite e do soro do leite são amplamente usadas pela indústria justamente pela
funcionalidade tecnológica e pelo apelo nutricional em diferentes aplicações.

Plataformas naturais” para alto teor proteico: Iogurte, queijos e bebidas lácteas já carregam a expectativa de proteína. Isso reduz a fricção do consumidor quando o produto aumenta o teor proteico sem “parecer artificial”.

Possibilidade de inovação em textura e experiência: A própria Nestlé destaca tecnologia de microgel de whey voltada a bebidas e aplicações de controle de apetite/gestão de peso, reforçando a importância da engenharia de produto (não só do número de proteína)


Leia também: O crescimento dos lácteos fermentados no Brasil e no mundo


O que fazer na prática? 4 apostas realistas para 2026

  1. Tratar proteína como base, não como truque: Se a proteína virou requisito, o produto precisa entregar sabor e rotina. A pergunta deixa de ser “quantos gramas?” e vira “em qual momento do dia isso resolve uma dor real?”.

  2. Reduzir açúcar adicionado como prioridade estratégica: A tendência de proteína anda cada vez mais junto com “controle de peso” e “bem-estar”. Açúcar alto vira contradição e risco de rejeição, como já aparece em avaliações de bebidas proteicas no mercado.

  3. Investir em formatos de conveniência: porções individuais para lanche, RTD (ready-to-drink), “protein coffee” e variações com leite base e snacks proteicos com textura e sabor de alimento, não de suplemento.

  4. Explorar o “protein-plus” com responsabilidade: combinações como proteína + fibra/ingredientes ligados a saúde intestinal podem fazer sentido, desde que o produto continue simples e palatável.


Conclusão

A febre das proteínas em 2026 deve seguir forte, mas com uma mudança importante: o consumidor não quer apenas “mais proteína”. Ele quer proteína em produtos que pareçam comida, caibam na rotina, tenham menos açúcar e, quando fizer sentido, tragam benefícios adicionais (o protein-plus). Para a cadeia de lácteos, a oportunidade está em liderar essa fase madura: inovar em bebidas, iogurtes e snacks proteicos com formulação inteligente, transparência e foco em valor real.


Este artigo foi escrito por: Lara Santos Balbino 


Publicado em: 07/01/2026

Sumario

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